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Educação de qualidade requer salário satisfatório para professor, dizem especialistas
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UOL Educação - 31/03/2010 - Para que a educação pública tenha qualidade para todos os estudantes, o salário médio do professor tem de subir. Pelo menos é essa a opinião de especialistas do setor. Segundo José Marcelino de Resende Pinto, da USP (Universidade de São Paulo), o investimento nas escolas é insuficiente e a maior parte desta quantia deve ser empregada no pagamento dos docentes e funcionários.
“De tudo o que é gasto em uma escola, 85% deve ser para os salários. Se uma instituição quisesse montar uma piscina – um equipamento raro nas escolas –, por exemplo, ela teria impacto de mais ou menos 2% no orçamento, o que é pouco”, afirma.
Segundo ele, é correto utilizar a maior parte dos recursos no custeio de pessoal. Isso porque, diz Resende Pinto, o grande diferencial de uma escola está em seus recursos humanos.
O docente estuda e defende a implantação do CAQ (Custo Aluno-Qualidade), que estabelece a quantia mínima que cada nível de educação deve receber para oferecer um bom ensino. Os valores teriam de ser maiores do que os repassados hoje em dia, principalmente por conta dos salários do magistério.
Valorização do professor
“A meu ver, o grande foco da discussão sobre a qualidade da educação passa pela valorização do professor. Precisamos atrair os jovens mais talentosos para a carreira”, afirma Mozart Neves Ramos, presidente-executivo do movimento Todos Pela Educação.
“Para isso, o salário inicial do professor deve ser comparável ao das carreiras promissoras.” Depois, segundo ele, é preciso cuidar das condições de trabalho, como a infraestrutura das instituições de ensino.
Esse debate sobre uma educação de qualidade vem ocorrendo na Conae (Conferência Nacional de Educação), que ocorre em Brasília até esta quinta-feira (1º), e que pretende traçar diretrizes para as políticas públicas do setor no país.
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Novo protesto dos professores |
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O Estado de São Paulo - 31/03/2010 - Dois anos após o embate entre delegados e investigadores armados e a tropa de choque da Polícia Militar, durante a greve da Polícia Civil, as cercanias do Palácio dos Bandeirantes voltaram a ser palco de pancadaria, desta vez com os professores da rede pública estadual. Os líderes da categoria sabiam que a legislação veda manifestações no local e, mesmo assim, tentaram realizar um ato de protesto na sexta-feira, sabendo que a PM seria obrigada a reagir.
O protesto, que resultou em fotos da pancadaria largamente exploradas por simpatizantes do PT para denunciar a "violência de Serra", foi engrossado por estudantes e integrantes de outras categorias vinculadas à CUT, o braço sindical da agremiação. Essa manifestação faz parte de um plano de provocações e de invasões com o objetivo de obrigar as autoridades de segurança a reagir, o que comprometeria a imagem pública de Serra.
Basta ver que, dias antes ao incidente em frente ao Palácio dos Bandeirantes, um grupo integrado por estudantes e servidores da USP, com o apoio de agremiações de esquerda, como o PSTU, o PCO, PSOL e PT, invadiu as dependências da Coordenadoria de Assistência Social (Coseas), na Cidade Universitária, sob a justificativa de reivindicar mais investimentos em moradia estudantil. A invasão, na realidade, é outra tentativa de criar um fato político com o indisfarçável objetivo de quebrar a "espinha dorsal" do reitor João Grandino Rodas, no cargo há dois meses, nomeado por Serra.
Na época em que dirigiu a Faculdade de Direito, Grandino chamou a PM para evitar a ocupação do prédio do Largo São Francisco durante a Jornada Nacional em Defesa da Educação Pública e, desde então, tornou-se um dos principais alvos das críticas de facções discentes e docentes de esquerda. Em 2009, ele foi acusado de ter oferecido ao Palácio dos Bandeirantes os argumentos jurídicos que permitiram à PM executar a ação de reintegração de posse da reitoria, que foi ocupada por estudantes e servidores em maio e junho. Antes mesmo de sua posse, em janeiro, circulava informação de que entidades de estudantes e de servidores vinculadas a grupos de esquerda tentariam invadir uma unidade da USP para obrigá-lo a chamar a polícia. E, para tentar esvaziar a iniciativa, em fevereiro ele fez uma perigosa concessão a esse grupo, propondo ao Conselho Universitário a revogação do dispositivo legal que permitia a entrada da PM na Cidade Universitária, para evitar manifestações. Deixando a reitoria de dispor de instrumentos legais para restabelecer prontamente a ordem no campus, os baderneiros invadiram o Coseas e anunciam que a ocupação é por tempo indeterminado.
Vinculados à CUT, sindicatos de categorias do funcionalismo estadual convocaram nova manifestação de protesto para hoje, quando Serra deve renunciar ao governo estadual para se candidatar à Presidência da República. A ideia é promover mais uma passeata em ruas e avenidas de grande movimento, na capital. A estratégia acarreta congestionamentos gigantescos para a população paulistana, convertida em refém de interesses corporativos. É assim que os militantes da CUT, do PT e das microagremiações de esquerda tentam demonstrar uma força política que jamais conseguiram ter no processo eleitoral. São métodos que tornam iguais pela violência e pelo radicalismo os extremistas de esquerda e de direita.
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Alunos carentes brasileiros ganharão bolsas no exterior |
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MEC - Assessoria de Comunicação Social - 30/03/2010 -A partir do primeiro semestre de 2011, o Programa Universidade para Todos (ProUni) vai oferecer vagas em instituições estrangeiras para alunos brasileiros carentes e com alto desempenho escolar. A Portaria nº 381, que cria o módulo internacional do ProUni, está publicada na edição desta terça-feira, 30, no Diário Oficial da União. Os estudantes selecionados para os cursos de graduação terão benefícios como isenção de taxas, passagens aéreas ida e volta para o Brasil, seguro saúde e bolsas para as despesas com mensalidade e alimentação.
O Ministério da Educação e a instituição estrangeira vão definir os mecanismos de concessão de bolsas de estudo, os critérios específicos a serem preenchidos e demais benefícios até a conclusão do curso de graduação. Há várias universidades, tanto nos Estados Unidos e Europa, interessadas no ProUni Internacional. “É um grande programa de inclusão de estudantes brasileiros pobres no ensino terciário, o primeiro no Brasil por iniciativa governamental”, explica Leonardo Barchini, assessor para Assuntos Internacionais no MEC.
As negociações com as universidades estrangeiras interessadas serão individualizadas. “Temos de saber o que a instituição vai oferecer e o que o MEC, por meio da Capes (Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) terá de complementar para arcar com as despesas da graduação dos estudantes brasileiros”, ressalta Barchini. Em contrapartida, as universidades brasileiras também poderão receber estudantes estrangeiros.
A Universidade de Salamanca, na Espanha, é a primeira a participar do ProUni Internacional. Serão oferecidas 40 vagas, ao longo de quatro anos, para os alunos brasileiros carentes que tiverem as melhores notas nas provas do Enem. No final de abril, os 10 primeiros estudantes brasileiros beneficiados pelo programa embarcam para a Espanha. Ainda no Brasil, eles já iniciaram com professora da Universidade de Salamanca um curso para aprender a língua espanhola.
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Em busca da universidade de padrão mundial |
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Estadão digital - 30/03/2010 - À medida que os países se desenvolvem é comum (e desejável) que suas aspirações educacionais, em particular as relacionadas ao ensino superior, aumentem. De um lado há a necessidade de ampliar o alcance do ensino superior para atingir um porcentual maior da população, aumentar a qualidade de produtos e serviços, a competitividade do país e o padrão de vida geral. De outro lado é fundamental fazer com que algumas universidades atinjam o status de "universidade de padrão mundial" (do inglês world class university), instituições capazes de fazer diferença para o mundo todo em inovação e formação de pessoal para o desenvolvimento científico, tecnológico e industrial. A existência de pelo menos algumas instituições com esse perfil é muito benéfica para todo o sistema de ensino superior. Elas estabelecem marcos acadêmicos, interagem com instituições locais e contribuem para a formação de pessoal altamente qualificado.
Desafio. O que falta para termos mais instituições e em melhor colocação? Uma ação crucial é tornar o conjunto de nossas univer,sidades mais cosmopolitas e internacionalizadas.
Algumas barreiras à internacionalização são evidentes. Uma delas é a língua. Estrangeiros invariavelmente ficam surpresos com o pequeno número de pessoas fluentes em inglês no Brasil, mesmo nos campi. O inglês está para o mundo acadêmico deste início de século como o latim para a universidade medieval. Ele permite a comunicação direta entre acadêmicos de todo o mundo. Todas as conferências e publicações internacionais são nessa língua.
No Brasil poucos institutos de pouquíssimas universidades admitem teses escritas em inglês. O principal argumento é o de que a língua é parte de nossa cultura e devemos preservá-la. No entanto, países como Alemanha, Holanda, China, Dinamarca e Portugal (que por acaso é o berço da língua portuguesa) vêm permitindo e mesmo incentivando o uso de inglês não só em teses, mas em aulas e palestras. Não por acaso esses países têm tido muito mais sucesso na internacionalização do que nós. É importante universalizar o ensino de inglês preferivelmente desde o início da educação, mas certamente no ensino superior. O currículo de nossas graduações raramente inclui ensino de inglês (ou outra língua), visando a uma fluência mínima.
Pelo mesmo motivo (língua), mas também pelas peculiaridades de nossos processos de contratação, é difícil trazer estrangeiros de primeira linha para nossas universidades. Pior que isso, a endogenia (no sentido de cada universidade contratar preferivelmente seus próprios ex-alunos) ainda é infelizmente uma prática corrente mesmo nas melhores instituições. Isso leva ao predomínio de uma única forma de pensar e ao isolamento acadêmico.
Também é importante que nossos estudantes façam parte da formação em outros países. Isso requer uma mudança de mentalidade, reconhecer com um mínimo de burocracia créditos de disciplinas cursadas em outras instituições. As universidades brasileiras costumam confiar só nelas mesmas, desconsiderando o aprendizado em instituições diferentes (em muitos casos uma unidade não aceita disciplinas cursadas em outra unidade da mesma instituição!). Uma universidade de ponta hoje deve proporcionar a possibilidade de experiência internacional para todos os estudantes. É urgente revisar os currículos e torná-los compatíveis com as tendências internacionais.
O Brasil já atingiu posição de destaque na produção científica. O próximo passo é fazer com que nossas universidades sejam opção séria para alunos estrangeiros e que nossos estudantes sejam reconhecidos no mundo todo. Não há dúvidas de que aumentar o grau de internacionalização das universidades é prioridade estratégica para um país que certamente terá maior importância no cenário mundial nos próximos anos.
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Rendimento escolar de crianças britânicas melhora com dieta saudável
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O Estado de São Paulo - 30/03/2010 - A campanha de levar uma dieta saudável aos refeitórios das escolas britânicas, promovida pelo cozinheiro e guru da alimentação balanceada, Jamie Oliver, demonstrou ter repercussões positivas no rendimento acadêmico das crianças e diminuiu suas ausências por doença.
Para medir as consequências da campanha, foram analisados os resultados acadêmicos das crianças de 11 anos de um colégio de Greenwich, ao sul de Londres, e as conclusões foram publicadas nesta terça-feira, 30, pelo jornal britânico The Guardian.
A porcentagem de crianças que melhoraram seu rendimento em língua inglesa subiu 4,5% após a campanha. Em ciências, a porcentagem de crescimento foi de 6%. Além disso, o número de ausências justificadas às aulas, que normalmente acontecem por razões médicas, caiu 15% desde 2004, quando começou a campanha "Feed me better" ("Me alimente melhor").
Os resultados são, segundo os pesquisadores, de uma magnitude comparável à introdução da "hora de leitura" nos anos 90.
"É a primeira vez que é feito um estudo completo sobre os efeitos positivos da campanha, demonstrando claramente que estivemos agindo corretamente durante todo este tempo", assegurou Oliver.
O cozinheiro também iniciou a iniciativa nos EUA, mas não obteve o sucesso esperado, pois sofreu com a oposição das grandes cadeias de fast-food.
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Estudo aponta que 18% da população carcerária do país têm acesso à educação
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Folha Online - 30/03/2010 -A falta de acesso à educação no sistema prisional brasileiro foi um dos temas debatidos nesta terça-feira durante a Conae (Conferência Nacional de Educação). Segundo a relatora para o direito humano à educação, Denise Carreira, o Brasil tem uma das maiores populações carcerárias do mundo, com Estados Unidos, China e Rússia.
"São 469 mil presos no país e apenas 18% deles têm acesso á educação. Precisamos enfrentar esse problema, que ainda é negado pela sociedade", afirmou ela. Denise participou da elaboração do relatório Plataforma Brasileira de Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (DHESCA-Brasil), que avaliou a situação do ensino nas prisões brasileiras.
De acordo com a relatora para o direito humano à educação, o relatório foi feito com base em investigações independentes sobre casos de violação aos direitos humanos e amparado em normas internacionais e na legislação nacional.
Durante o trabalho para elaboração do documento, entre setembro de 2008 e maio de 2009, foram visitadas as unidades prisionais de diversos estados brasileiros. Entre os problemas verificados, estão a falta de estrutura para a educação nas prisões, carência de materiais, boicote dos agentes penitenciários e a visão da educação como um privilégio, e não como um direito.
"São várias as evidências que mostram a urgência de uma política pública educacional que defina responsabilidades, as metas, a necessidade de financiamento adequado e controle social. O Plano Nacional de Educação deve explicitar o lugar da educação no sistema prisional brasileiro", destacou Denise.
A relatora disse também que no Congresso Nacional tramitam sete projetos de lei de remissão da pena por estudo. "A ideia é que se faça a redução da pena nos moldes do que já é feito para os presos quem trabalham. Esse é o nosso próximo passo", explicou.
A professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Carmem Craidy acrescentou que o princípio constitucional da educação para todos não é respeitado no sistema prisional brasileiro.
"A privação da liberdade não pode significar a privação de outros direitos fundamentais. Setenta por cento dos presos têm menos de 30 anos e não possuem sequer ensino fundamental completo. O sistema prisional brasileiro é produtor e reprodutor do criminoso e não um recuperador", disse.
A professora afirmou ainda que o sistema prisional contribui com o aumento da violência no país. "A preocupação em oferecer educação em condições dignas para o prisioneiro é importante para a diminuição da violência social. O sistema prisional é hoje um alimentador da violência."
A professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Carmem Craidy acrescentou que o princípio constitucional da educação para todos não é respeitado no sistema prisional brasileiro.
"A privação da liberdade não pode significar a privação de outros direitos fundamentais. Setenta por cento dos presos têm menos de 30 anos e não possuem sequer ensino fundamental completo. O sistema prisional brasileiro é produtor e reprodutor do criminoso e não um recuperador", disse.
A professora afirmou ainda que o sistema prisional contribui com o aumento da violência no país. "A preocupação em oferecer educação em condições dignas para o prisioneiro é importante para a diminuição da violência social. O sistema prisional é hoje um alimentador da violência."
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Na escolha do colégio, pedagogia em 2º plano
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O Estado de São Paulo - 29/03/2010 -
Os coordenadores se esforçam para apresentar detalhadamente os projetos pedagógicos de suas escolas em reuniões e palestras, mas na hora da escolha, os pais não percebem as diferenças entre os vários discursos. Eles levam em conta mesmo se os banheiros são limpos, se as salas de aula estão organizadas, a cordialidade de quem os atendeu ao telefone e, é claro, a classificação no ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
"O mais importante para os pais são as informações visuais, como conservação, organização, aparência dos funcionário", afirma a educadora Renata Rubano, autora da pesquisa. "A escolha nunca tem como base a proposta pedagógica. A metodologia de cada colégio fica indiferenciada."
O estudo mostrou que os representantes dos colégios não gostam quando os pais aparecem com listas de itens predeterminados, mas também não conseguem se fazer compreender. "Os rótulos pedagógicos atrapalham o entendimento", diz Renata.
Angustia. Todos os pais entrevistados relataram que o período de escolha é angustiante. "Eles querem a escola perfeita e buscam uma escola para toda a vida, para não precisar mais se preocupar com isso", diz a pesquisadora. Mas a escolha não deve ser definitiva.
Ivone Neuber, mãe de gêmeos de 11 anos, não precisou nem sequer de um ano letivo para perceber que havia feito a opção errada. Na semana passada, antes de completar três meses de aula, transferiu Rodrigo para a Escola Viva, onde Thomaz já estudava.
"Eles são diferentes, achei que se dariam bem em lugares diferentes", conta a mãe. Mas uma das escolas, apesar da ótima fama, não tinha um perfil que combinava com a família.
Os pais planejavam uma viagem na Páscoa para as cidades históricas de Minas Gerais, mas a quantidade de trabalhos e conteúdo para estudar era tão grande que o passeio teria de ser cancelado. "Achei demais para um menino de apenas 11 anos", diz Ivone. "O Rodrigo estava angustiado com tanta cobrança e me perguntei se a gente queria mesmo aquilo." A resposta foi "não".
Os pais já haviam decidido tirar Rodrigo e Thomaz da escola anterior, em período integral, para suavizar o ritmo dos meninos.
Perfil. A tradição, a fama, a localização são os fatores que mais acabam pesando na hora da escolha. Em meio a tantas opções de escolas, muitos pais se esquecem de perguntar que tipo de valores eles esperam do colégio.
"Não basta saber se tem artes na escola. Tem de perguntar como a arte é vista; que tipo de arte se estuda; se a abordagem é o ensino da técnica ou o desenvolvimento da criatividade", afirma Renata.
Os pais também tem de levar em consideração os desejos e características dos filhos. "Quem escolhe é o pai, mas a gente vai trabalhar com o aluno", afirma o diretor da escola Hugo Sarmento, João Mendes de Almeida.
Segundo ele, cada vez mais os pais têm a responsabilidade sobre o tipo de educação que recebem as crianças. "Antes, até existia aquela escola que dizia que ela é que sabia o que era bom para o aluno e pronto, não aceitava questionamento. Hoje não dá mais", diz.
Internet. Em meio a um período de tantas dúvidas, os sites das escolas estão sendo usados como ferramentas que ajudam na decisão. Antes mesmo de visitar, os pais podem acompanhar a rotina escolar, saber que tipo de atividades são feitas e quais os resultados delas.
"Hoje todo mundo entra nos sites várias vezes", diz Renata. O atendimento que os pais recebem desde o primeiro contato também é fundamental. "Se prometem ligar e não ligam, a escola acaba descartada."
DICAS
Refletir
Os pais precisam saber o que desejam para seus filhos, que tipo de aprendizagem eles valorizam em uma escola. Não adianta um pai liberal colocar o filho em uma escola com regras muito rígidas
Conhecer o filho
Cada filho tem uma personalidade; os pais precisam reconhecer as necessidades da criança para saber que tipo de escola é mais adequada para o perfil dela
Perguntar
Ao visitar uma escola, os pais devem perguntar "como" e "por que" as coisas são feitas daquela forma. Às vezes, só a aparência pode dar a ideia errada
Baixar a expectativa
O melhor é reconhecer logo de início que não existe escola perfeita; isso diminui a pressão da escolha
Escolher sempre
Nenhuma escolha é definitiva e a escola tem de ser sempre reavaliada. Nem sempre a melhor opção no maternal vai ser a melhor também no ensino médio
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